Homeopatia. Integrando corpo e espírito
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Para o médico homeopata, ao se tratar o ser humano é necessário um tratamento integral. Não há doenças isoladas

 

A Medicina vem apresentando, no passar dos séculos, uma transformação notável nos seus conceitos de saúde e doença.

O Homem sempre procurou meios para prolongar a vida. Lutando contra as adversidades da natureza e a invasão das epidemias, criou terapêuticas e descobriu remédios para curar e proporcionar condições de prevenir maiores males.

Grandes pensadores e filósofos deixaram marcas pela sua conduta e ensinamentos de como interpretar as doenças, organizar a Medicina e criar o verdadeiro médico.

Com Hipócrates (460 a.C.), considerado pai da Medicina, iniciava-se uma era mais correta e positiva para a eficácia dos trabalhos médicos.

Para tratar de homens, é necessário conhecer o seu corpo e a sua alma. Não há doenças isoladas, dizia ele.

O desequilíbrio e a desarmonia da saúde afetam todo o organismo. Para alguns, pouco, para outros, muito.

O Homem deve ser visto na sua totalidade, compreendendo suas reações, sua constituição, seu temperamento, sua forma de ser e estar, sua genética, suas noxas psíquicas, emocionais e físicas. Ao mesmo tempo, é preciso proteger os órgãos sensíveis, que são seus órgãos de choque, portanto, os primeiros que reagem e adoecem.

Para tratar das doenças, Hipócrates destacou dois princípios fundamentais: o dos contrários e o dos semelhantes.

Deixou, nos seus ensinamentos, orientação sobre quando e em que condições deviam ser empregados um ou outro método, dando-nos a entender que existem doenças e doentes. Ensinou também como proceder para evitar as doenças.

Galeno, (131 a 200 d. C.) destacou-se na formação do pensamento médico em sua época. Sua orientação na terapêutica foi estruturada no princípio dos contrários . Estabeleceu regras, consolidou suas idéias e deu início à formação da farmácia chamada galênica, cujos princípios vêm até hoje regendo, como orientação principal, a terapêutica em Medicina.

Houve um período longo de estagnação de idéias na Medicina e na forma de se curar as doenças. O processo galênico dominava e continuava na sua trajetória, baseado no princípio dos contrários na terapêutica.

Mais tarde, Paracelso (século XVI) deu continuidade às idéias e aos postulados hipocráticos, dando maior destaque à aplicação do princípio da semelhança para resolver com mais eficácia os problemas das doenças.

 

O pai da Homeopatia

No século XVIII (1755), nasce na Alemanha, em uma família modesta, o menino Christian Frederich Samuel Hahnemann, que desde jovem mostrava grande capacidade de aprendizado, com uma inteligência muito viva para assimilar os conhecimentos da época. Interessado nos estudos, formou-se em Medicina em 1777, na Universidade de Leipzig, e dois anos depois defendeu tese de doutor na Universidade de Erlange, em 10 de agosto de 1779 (com 24 anos de idade).

Na sua ânsia de cuidar dos doentes e tratar as doenças, e descontente com os métodos empregados na sua época pela Medicina, tornou-se um pesquisador obstinado. Achava que deveria haver um meio natural de curar as doenças. Dizia ele: “Deus, o supremo criador de todas as coisas, deve ter colocado ao alcance do homem os recursos necessários para manter a sua saúde e livrá-lo do mal. E que o homem, pela sua fraqueza e ignorância dos valores divinos da natureza, não consegue identificá-los”.

Hahnemann foi um sábio genial e criativo. Conhecia e dominava fluentemente 14 idiomas, atuais e antigos. Sua capacidade de trabalho era extraordinária.

Traduziu inúmeras obras, principalmente sobre assuntos médicos. Estudava sempre, procurando meios para saciar sua sede de saber, seguindo seu objetivo de descobrir um método mais digno e eficiente para tratar os doentes. Depois de muitos anos de estudo e dedicação, deduziu e confirmou, pelo seu criterioso trabalho experimental, que o princípio da semelhança era o método mais efetivo e positivo para o tratamento das doenças e dos doentes. Foi persistente. Insistia na busca de resultados práticos, não teóricos.

A criação da Homeopatia foi obra de suas insistentes observações e experimentações. Foi incansável. Discutia com amigos e colegas para tirar dúvidas e poder concretizar suas idéias.

Em 1790, considerada a data da criação da Homeopatia, publicou em revista médica o resultado de suas experiências: “Ensaios de um novo princípio sobre as virtudes curativas das substâncias medicinais”.

Foi criticado, sofreu muita oposição da sociedade médica da época e foi muito perseguido pelos seus opositores.

Não nos surpreendemos com isso, pois, ainda hoje, após 200 anos, pelo desconhecimento de sua realidade médica, a Homeopatia ainda é recebida com reservas no meio médico oficial, apesar de ser reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina e Ministério da Educação, e ter a sua farmacopéia organizada, aceita e aprovada pelos órgãos competentes.

Os remédios homeopáticos são extraídos dos três reinos da natureza (animal, vegetal e mineral). Hahnemann estava com a razão : Deus deu ao homem, bem ao alcance de suas mãos, a riqueza da natureza, tão pródiga.

A presença da Homeopatia se faz necessária pelo seu método e conteúdo filosófico que inclui nos seus ensinamentos a importância da sua aceitação, dos estudos profundos da energia vital e da compreensão do homem como um todo na sua constituição de corpo e alma.

Sabemos que o ser humano é uma rede de magnetismo sustentando as massas de células sobrecarregadas de energia. Diz Hahnemann, no parágrafo 9º do seu livro Organon, da Arte de Curar:“No estado de saúde, a força vital (autocrática) que anima dinamicamente o corpo material (organismo) governa com poder ilimitado e conserva todas as partes do organismo em admirável e harmoniosa operação vital, tanto com respeito às sensações como às funções, de modo que o espírito dotado de razão que reside em nós possa empregar livremente esse instrumento vivo e sadio para alcançar e atender aos mais altos fins da nossa existência.”.

Para Hahnemann, o medicamento homeopático atua no organismo como catalizador que desperta energia porque é mais dinâmica e menos letargia; mais força e menos medicamento e, por ser dinamizado, é mais operante e menos estático.

 

Revitalizando o paciente

Ao despertar energia, acelera as reações no organismo afetado, intensificando e elevando seu quantum de vitalidade adormecida, ajustando o potencial psicofísico desarmonizado. A força vital do enfermo se equilibra e a harmonia física volta ao normal.

Entretanto, observou Hahnemann nas suas experiências, esse mesmo medicamento, se tomado em doses ponderáveis, cria uma enfermidade artificial, igual àquela que se deseja curar. Isso explica, em poucas palavras, o princípio da semelhança em sua aplicação terapêutica, que opera através de sua energia infinitesimal potencializada. O remédio homeopático possui valores similares à doença que se deseja curar, o que se tem comprovado por seus efeitos na clínica, é necessário tentar demonstrar que ambos são da mesma natureza, ou seja, de caráter dinâmico-vibratório semelhante. É aceita unanimemente, pela medicina homeopática, a interpretação de que toda atividade biológica é um conjunto de fenômenos de origem vibratória. Assim, podemos considerar a saúde e a doença fenômenos biológicos de caráter dinâmico-vibratório.

Definimos a saúde como um estado em que todas as funções psíquicas e somáticas estão em equilíbrio pela vibração harmônica dos seus componentes, produzindo a sensação de bem-estar.

Definimos a doença aguda como um desequilíbrio dessas funções por desarmonia vibratória originada por agressões externas, químicas, físicas ou psíquicas. O organismo, assim afetado por um desequilíbrio de sua força vital, buscará um novo estado de equilíbrio biológico que pode ser a saúde ou a seqüência de uma enfermidade crônica.

A Medicina, hoje, verifica cada vez mais a influência e a presença marcante da participação emocional no aparecimento dos sintomas.

Ela tem agido como sempre agiu a Homeopatia, que dá um enorme crédito à somatização. Somatizar significa imprimir no organismo o que se sente psiquicamente. E isso acontece o tempo todo. Qualquer emoção ou agressão psíquica tem o seu correspondente somático.

Há um sincronismo entre as reações emocionais e o organismo que a própria razão não consegue interpretar. Sempre que a mente estiver sofrendo, o corpo sofrerá também. É impossível desconectar a saúde física do sofrimento mental. O contrário também é verdadeiro. Quando o corpo sofre, a mente também se sente abalada. Com essas considerações, podemos entender a dinâmica vibratória do medicamento homeopático sobre a dinâmica vibratória da doença. Daí, pois, os grandes benefícios que a Homeopatia pode prestar ao homem, pois, embora ela não provoque reações químicas violentas, sua função principal é despertar e potencializar as energias adormecidas, para, então, elevar o padrão dinâmico dos órgãos combalidos, reeducando-os em vez de violentá-los.

O papel do médico homeopata não é violentar a perfeita linha de montagem orgânica, mas auxiliá-la com uma terapêutica suave e energética. Essa é a função do medicamento homeopático, que age como um poderoso catalizador, despertando energia, acelerando reações no organismo psicofísico, que é o potencial desarmonizado e operando através de sua energia infinitesimal potencializada.

O fato de os cientistas de hoje não poderem atestar a objetividade desse energismo assombroso não é porque ele não existe, mas porque a ciência humana ainda é demasiadamente precária para obter tal prova. A incapacidade científica para verificar a realidade do fenômeno homeopático de modo algum implica negar o poder eficiente das suas diluições. Evidentemente, os cientistas da Idade Média deveriam teriam negado a possibilidade do controle e o sucesso da energia nuclear, mas, de modo algum a sua descrença impediu ou invalidou o êxito da descoberta atômica no século XX.

No caso da Homeopatia, a crítica é ainda menos compreensível, pois trata-se de medicina que escapa à aferição dos cinco sentidos físicos.

Mediante as recentes aplicações terapêuticas do som e da radioatividade e a conquista da energia atômica, pode-se comprovar, atualmente, o poder extraordinário do infinitesimal, assim como a realidade poderosa do mundo da energia oculta aos sentidos físicos.

Independente de qualquer época, a Homeopatia sempre contou com os mais avançados recursos terapêuticos de êxito seguro, pois só aplica os princípios e as regras estabelecidas por Hahnemann, os quais são definitivos, sólidos e imutáveis tanto quanto as próprias leis que regem os fenômenos da vida humana.

 

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