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A curiosidade natural com os astros compeliu as antigas civilizações a estudarem o céu. Ainda na Antiguidade, quando os homens acreditavam em uma Terra plana ou jazendo nas costas de uma tartaruga, eles já haviam efetuado uma série de observações corretas visando compreender os acontecimentos celestes, as quais só ganhariam novo impulso no século III a.C. com os astrônomos gregos Pitágoras e Aristarco, entre outros.
A astronomia moderna surgiu no período do Renascimento, quando o polonês Nicolau Copérnico propôs um sistema de mundo heliocêntrico e o italiano Galileu Galilei fez as primeiras observações do céu utilizando uma luneta. O rápido avanço que foi se verificando representou a abertura de possibilidades ilimitadas no campo da ciência e da tecnologia, ampliando o conhecimento sobre os corpos celestes e abalando de certa forma a teoria que supunha a Terra como centro do universo.
Quando Isaac Newton aplicou a mecânica dos fenômenos celestes, revelando haver uma “força misteriosa” que ele chamava de “gravitação universal”, pôde-se calcular com precisão os movimentos da Lua, dos planetas e dos cometas. A mecânica dos astros tornar-se-ia precisa entre os estudiosos, o que possibilitou, em 1846, a descoberta do planeta Netuno na posição prevista pelos cálculos.
Na segunda metade do século XIX, o uso da fotografia e da espectroscopia para o estudo dos corpos celestes permitiu o desenvolvimento da astrofísica. Em 1916, Albert Einstein renovou a cosmologia ao aplicar a Teoria da Relatividade Geral. Enquanto os cientistas inauguravam uma nova visão do universo, algumas doutrinas espiritualistas já defendiam a existência de vida em outros planetas, assunto que, em âmbito geral, ainda se constituia apenas e tão somente em uma reflexão filosófica.

 

O caso Roswell


No entanto, a vida extraterrestre deixaria de ser apenas teoria na manhã de 05 de junho de 1947, quando uma equipe de arqueólogos do Texas Tech University, liderados por Curry Holden, chegou à cidade de Roswell, uma pequena localidade perdida no deserto do Novo México, nos Estados Unidos. Eles foram relatar no escritório do xerife George Wilcox que haviam testemunhado a queda de um avião sem asas e com fuselagem arredondada às 23h do dia anterior. Segundo as testemunhas, havia corpos de alienígenas com um pouco mais de um metro de altura junto aos escombros. Enquanto os arqueólogos ainda prestavam depoimento, um casal de campistas fez um relato semelhante. Em pouco tempo, a pacata Roswell foi ocupada por militares do 509º Bomb Group (Grupo de Bombardeiros), base aérea localizada a 70 km do local, que conduziriam uma investigação cercada de muitos mistérios.
No local da queda, milhares de fragmentos estavam espalhados e alguns foram levados à base aérea que, na época, era a única do mundo cujos aviões eram armados com bombas atômicas. O material recolhido era um metal extremamente resistente, que não derretia, não podia ser cortado e voltava ao formato original quando amassado. Além disso, ninguém conseguiu decifrar o que pareciam ser hieróglifos gravados nas placas.
O comandante da base anunciou à imprensa que, pela primeira vez, haviam recolhido destroços de um disco voador, cujos avistamentos tinham se iniciado semanas antes e agitavam o país. A queda foi notícia no mundo todo, mas, imediatamente, uma versão oficial do Pentágono informou que o objeto acidentado era um balão meteorológico, sem registro de vítimas. O caso ficaria esquecido por cerca de 30 anos, até que, em 1978, graças às persistentes investigações de um grupo de ufólogos, apurou-se que ETs teriam realmente sido vítimas de um acidente em Roswell, quando sua nave espacial se espatifou no solo. Na ocasião, vários corpos teriam sido recuperados, além de um que teria permanecido vivo por alguns anos. A Força Aérea Norte-Americana admitiu que as conclusões anteriores não eram verdadeiras e que o objeto voador envolvido no acidente não era um balão meteorológico. O estranho material, descrito por eles anteriormente como sendo um misto de madeira balsa e alumínio laminado, era na realidade um novo tipo de liga, capaz de burlar a vigilância de radares.
As implicações desse acontecimento foram enormes. Coincidência ou não, os episódios mais marcantes da exploração espacial tiveram início na década de 50, com a fundação da Federação Internacional de Astronomia. Em 1957, a antiga União Soviética enviou ao espaço o primeiro satélite artificial, o Sputinik 1, seguindo-se sucessivos e bem sucedidos lançamentos de foguetes espaciais. Em 21 de junho de 1969, ocorreu o primeiro desembarque humano na Lua, com a missão Apolo 11. No satélite natural da Terra, os astronautas norte-americanos Edwin Eugene Aldrin e Neil Armstrong fizeram um passeio e coletaram material (27 kg de pedras e poeira). Embora a esterilidade do solo lunar não oferecesse condições para afirmar ou negar sua habitabilidade humana, os pioneiros deixaram uma mensagem histórica: “Aqui, os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Viemos em missão de paz, em nome da humanidade”. Para quem ficariam dirigidas essas palavras?

 

Visões e contatos extraterrestres


Paralelamente às grandes explorações científicas, as últimas cinco décadas do século XX foram marcadas por mais de seis milhões de depoimentos de pessoas de todos os segmentos sociais admitindo publicamente que avistaram OVNIs (Objetos Voadores Não-Identificados) e tiveram contato com seus tripulantes. Alguns depoimentos claramente visavam publicidade, porém, outros mais qualificados foram oficialmente registrados pelas forças armadas de todo o mundo.
O astronauta russo Alexander Balandine disse que se defrontou por duas vezes com OVNIs durante missões especiais, experiência igual à vivenciada por astronautas norte-americanos. Na década de 90, uma esquadrilha de OVNIs foi vista no céu de Paris, ocasião em que o primeiro-ministro francês fez um alerta para todas as nações do planeta. Na mesma época, a Direção Geral da Aeronáutica do Chile declarou que três OVNIs foram detectados pelo Aeroporto Internacional de Arica viajando a 13 mil km/h.
Aqui no Brasil, em 1982, o comandante Gerson Maciel de Brito, pilotando um Boeing 727 da Vasp rumo ao sul do país, presenciou junto com seus passageiros um OVNI de cor azulada fazendo evoluções. Em 19 de maio de 1986, o aeroporto de São José dos Campos (SP) foi sobrevoado por 21 OVNIs, registrados nas telas dos radares do Centro Integrado da Defesa e Controle do Tráfego Aéreo. Seis aviões supersônicos da Força Aérea Brasileira (FAB) tentaram interceptá-los, mas fracassaram ante a velocidade incompatível. Na noite de 08 de agosto de 1997, três grandes objetos luminosos, acompanhados por dezenas de outros menores, foram vistos em 35 cidades à sudoeste de Salvador, na Bahia.
Além dos relatos registrados oficialmente, a quantidade de fotos e filmagens em vídeo em plena luz do dia é tão grande e diversificada que se torna impossível uma falsificação, pois seria cara e nada convincente. Para os incrédulos, existem ainda outros tipos de provas, como fragmentos de um OVNI que explodiu em 1957 na cidade de Ubatuba (SP). Um deles foi exibido no Museu da Aeronáutica, na capital paulista, e hoje está em poder da FAB.
Mas a ocorrência mais evidente e, até certo ponto, chocante aconteceu em 20 de janeiro de 1996 na cidade de Varginha, sul de Minas Gerais, que contou com mais de 100 testemunhas oculares. Militares capturaram seis estranhas criaturas com pouco mais de um metro de altura, franzinas, com três protuberâncias na cabeça, pele marrom muito oleosa e exalando forte odor de amoníaco, grandes olhos vermelhos e olhar impactado. Na noite anterior, na zona rural da cidade, um nave foi vista voando em baixa velocidade, aparentando problemas. Os ufólogos que investigaram o caso conseguiram depoimentos secretos junto aos militares e divulgaram para a imprensa como as criaturas teriam sido capturadas e levadas para hospitais de Varginha. Em seguida, elas foram encaminhadas para o Instituto de Estudos da Força Aérea Brasileira, que se tornou responsável pelo caso. Posteriormente, as criaturas teriam sido enviadas aos Estados Unidos, para que fossem pesquisadas pelo mesmo grupo do caso Roswell.

 

A polêmica dos OVNIs


Muitos cientistas já partilham a idéia de que há vida no universo além da Terra, mas discutem a vinda de alienígenas devido à distância, talvez querendo limitá-los à atual tecnologia terrena. Com base nos depoimentos das testemunhas, dezenas de raças e tipos diversos visitam constantemente nosso planeta. A existência de OVNIs é incontestável, pois eles são vistos diariamente em todo o globo, sendo mais comum durante o dia. Muitas vezes, surgem como esferas, triângulos e naves em forma de charuto ou cilindro, além de outras formas menos comuns.
Não importa qual seja sua origem, a hipótese extraterrena é a que melhor se sustenta. Muitos acreditam que os OVNIs venham de mundos sob os mares ou de dimensões paralelas, utilizando-se, ao que tudo indica, de portais ou buracos negros que ligam diferentes regiões do universo, com a propulsão baseada em campos gravitacionais ou de antimatéria. Outros defendem a teoria de que uma pequena parte deles podem ser naves secretas daqui mesmo, empregando técnicas alienígenas. Investigações recentes revelaram que, durante o regime nazista, foram criadas fábricas subterrâneas para desenvolver “aviões voadores” nas proximidades de Praga, capital da antiga Checoslováquia. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, as fábricas foram destruídas e os técnicos recambiados para os Estados Unidos e a Inglaterra.
O assunto é delicado, polêmico e vem assumindo sérias proporções. Talvez por sigilo, não há uma posição oficial das entidades governamentais ou das comunidades científicas. É mais difícil calar do que falar e, no fundo, todos buscam notoriedade. Assim, tudo indica que tamanho segredo pode ter sido imposto pelos governos por medida de precaução, para evitar um possível colapso na sociedade diante de implicações religiosas, filosóficas, econômicas etc. Já os cientistas, facilitados por uma postura conservadora e racionalista, fazem um pacto de silêncio simplesmente porque não existem bases sólidas nas quais as conjecturas possam se apoiar. A ciência é racional, portanto, para emitir algum julgamento sobre formas de vida em outros planetas, é necessário dispor de uma base com princípios absolutos e irrefutáveis.
No entanto, a cada dia, torna-se mais difícil continuar ignorando as evidências. As organizações ufológicas crescem sensivelmente no mundo inteiro, investindo recursos não só para chegar à verdade do caso Roswell, que acreditam ser “a história do segundo milênio”, mas buscando investigar minuciosamente os novos acontecimentos. Entre os dias 07 e 14 de dezembro de 1997, o 1º Fórum Mundial de Ufologia reuniu 70 especialistas de 20 países, entre eles 30 brasileiros e o astronauta russo Alexander Balandine, um entusiasmado ufólogo. Alguns governos, como da Itália, da França e do Chile, já reconheceram oficialmente as pesquisas e até militares brasileiros, no passado, admitiram publicamente que estudaram os fatos. Pesquisas de opinião sérias indicam que cerca de 75% da população norte-americana acredita em OVNIs, proporção muito expressiva na América Latina e em quase toda a Ásia, inclusive na China, em contraponto ao índice relativamente baixo na Europa.
No meio artístico, o cinema é quem tem trabalhado melhor o tema, sobretudo com a obra do norte-americano Steven Spielberg. Além de consagrado cineasta, ele é um notório membro da comunidade ufológica internacional e tem se ocupado intensamente para evidenciar provas da existência de vida extraterrestre. Em 1994, Spielberg manifestou seu interesse em realizar uma grande produção sobre o caso Roswell, tendo recebido total apoio do então presidente Bill Clinton, que, inclusive, cederia imagens confidenciais do governo. Essa produção se somaria aos dois filmes famosos do cineasta no assunto: Contatos Imediatos de 3º Grau e E.T. – O Extraterrestre. Este último, lançado em 1982, conta a comovente estória da amizade de um garoto com uma criança alienígena abandonada por descuido de uma nave espacial que visitava o planeta. Ao sensibilizar adultos e crianças, Spielberg eternizou aquele personagem que queria voltar “para casa”, fazendo do filme uma das maiores bilheterias de todos os tempos. E apesar dos 20 anos que se passaram e da nova versão que recentemente entrou em cartaz nos cinemas de todo o mundo, a mensagem de E.T. – O Extraterrestre continua atual, acompanhando o amadurecimento dos humanos com relação aos seres de outros planetas.

 

Humanidades planetárias


A ciência responsável e esclarecida vem oferecendo novas e reais concepções sobre a grandeza comparativa do universo e a distância dos astros, para que os seres humanos possam trilhar a jornada do terceiro milênio com passos firmes e conscientes da exigüidade da Terra. Ao contrário do que se supunha, ela não está isolada no centro da imensa criação, mas faz parte de um conjunto de nove planetas que giram em torno do Sol, que está integrado a uma constelação de aproximadamente 100 bilhões de estrelas situadas na denominada Via Láctea, uma das dez bilhões de galáxias existentes no universo. Na universalidade dos mundos, o planeta Terra não representa mais do que um átomo insignificante.
A natureza apresenta grande diversidade nas moradas do infinito. As forças que estiveram em ação na origem das coisas deram nascimento a essa grande diversidade tanto nos reinos inorgânicos quanto nos orgânicos. Assim, o gênero humano não provém somente de uma Terra, mas de inúmeras delas, formando as humanidades planetárias.
Com o advento das grandes civilizações, os seres humanos foram se organizando e as religiões propiciaram um sentido fundamental para a existência do homem. Ciência e religião, duas alavancas da inteligência humana, encontraram um traço de união ao concluirem que o universo é completo por si mesmo e tudo que nele existe não é obra do acaso. Reconhecido como Inteligência Suprema e base onde repousa o edifício da criação, Deus foi proclamado eixo de todas as crenças, cuja onipotência é reconhecida nas leis eternas e imutáveis que foram estabelecidas para reger os mundos criados por Ele. Na criação, a Terra não recebeu nenhum privilégio sobre os outros planetas, que são, em aparência, tão próprios e tão habitáveis quanto ela.
Para povoar essas terras celestes, foi criada uma grande família de espíritos. Revestidos de corpos adequados, faz-se necessário que nasçam em mundos pouco adiantados, nos quais iniciam a caminhada evolutiva com simplicidade e ignorância, mas com obras elementares. Com a somatória de conhecimentos obtidos nas sucessivas encarnações, aprenderão a valorizar a sabedoria e o amor do Pai criador, ganhando condições de alcançar um mundo mais elevado e usufruindo da almejada felicidade como justo prêmio pelo labor desenvolvido.

 

Diversidade dos mundos


Se a Terra fosse a única natureza e a única morada da potência criadora, seria um fato incompatível com o esplendor eterno da criação. A grande dificuldade para os habitantes terrenos assimilarem essa diversidade prende-se, única e exclusivamente, ao hábito de se julgar qualquer acontecimento sob a ótica da pequena habitação terrestre, pretendendo definir a natureza dos seres que habitam a infinitude do universo como se tivessem o mesmo corpo e o mesmo comportamento dos terrenos. O Princípio Inteligente ocupa todos os mundos do cosmos e se apresenta em todos os graus de evolução. Assim como, na Terra, nenhum rosto se assemelha ao outro, os seres de outras moradas diferem entre si conforme a constituição dos mundos.
Desde os tempos remotos de sua civilização, a Terra vem sendo visitada freqüentemente por seres de outras civilizações. Com base nos depoimentos, existem dezenas de raças que apresentam, além do aspecto físico, um comportamento muito variado. Os extraterrestres ou alienígenas, como são chamados, muitas vezes são considerados como inimigos, mas são habitantes das diversas moradas do Pai, cuja existência foi revelada por Jesus em sua passagem terrena. Embora diferentes, como parte integrante da grande família universal, partilham do mesmo destino dos terrenos, interligados pela lei da universalidade e solidariedade. Muitos deles, incansáveis missionários, partem de seus mundos de origem, que já passaram pelo ciclo evolutivo que a Terra está passando, e penetram aqui e em outros mundos trevosos para levar sua parcela de luz, enquanto outros chegam com o objetivo de observar ou pesquisar.
O progresso é uma lei natural. As moradas celestes progridem à medida que os indivíduos que compõem as humanidades planetárias evoluem e se esclarecem, mas a transformação não é súbita. Há milênios, os habitantes do minúsculo planeta Terra buscam fórmulas para vencer as dificuldades da comunicação entre si. Da mesma forma, para haver comunicação interplanetária, muito mais do que evolução científica e intelectual, é indispensável a integração no campo ético e moral, mentes vibrando harmoniosamente no cosmos. Não existe sabedoria real sem humildade vivida. À medida que os habitantes da Terra e do infinito ampliarem naturalmente seus laços de fraternidade, mensagens como aquela que os astronautas norte-americanos deixaram na Lua serão facilmente captadas e as comoventes, porém fictícias, cenas de E.T. – O Extraterrestre tornar-se-ão uma realidade maravilhosa nas esferas habitadas. 

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo - Especial Ufologia.

Ao reproduzir o texto, citar o autor e a fonte.


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