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No centro do imenso salão havia uma grande mesa de reunião e nela estavam sentados e conversando vários mentores extrafísicos ligados às atmosferas dos movimentos espiritualistas da Terra

 

Recentemente estive projetado (fenômeno conhecido por projeção astral, desdobramento, emancipação da alma, etc.) em um templo extrafísico. O ambiente era bem universalista, mas predominava uma atmosfera semelhante a de um templo maçônico, com imagens e símbolos egípcios espalhados pelas paredes, mas nada exagerado, tudo bem discreto e de bom gosto.

No centro do imenso salão havia uma grande mesa de reunião e nela estavam sentados e conversando vários mentores extrafísicos ligados às atmosferas dos movimentos espiritualistas da Terra. Cada um deles representava uma determinada linha.

Havia de tudo ali: padre, pai de santo, hierofante, rabino, mestre muçulmano, sufi, taoísta, budista, xamã... e tudo num clima de respeito mútuo. E todos ali eram espíritos de escol e operantes nas linhas do Bem.

Para minha surpresa, sentada numa das pontas da mesa, estava uma mulher hindu (já falei sobre ela em um texto anterior). E ela estava de olhos fechados, bem concentrada.

Em torno, no salão, havia dezenas de projetores de várias partes do mundo. Eram homens e mulheres de tipos variados, e eles estavam ligados àqueles líderes da mesa. Ou seja, eles eram trabalhadores encarnados de várias linhas, ligados aos seus mentores ali presentes. Tinham sido levados ali como colaboradores dos mesmos (ou como seus agentes interplanos). E eu tinha sido levado pela mulher hindu (como colaborador encarnado do Grupo dos Iniciados).

 Todos ali estavam lúcidos e o ambiente era muito bom. Havia uma certa empolgação entre eles. Muitos deles mexiam bem com as energias e outros conversavam animadamente.

Eu fiquei mais quieto, observando tudo, até mesmo pela bagagem de experiências anteriores. E me interessava mais em observar o pessoal da mesa e a mulher hindu (que me parecia mais avançada do que os demais).

Em determinado instante, para minha surpresa, surgiu uma pessoa aqui do grupo de estudos do IPPB (Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas). Ela estava consciente e me olhou firmemente, mas sentiu que não era para se aproximar de mim. Então, ficou ali andando e observando tudo. Eu sabia que ela queria falar comigo, me contar algo, e que dormira pensando em mim, após a leitura de um texto meu. Por isso tinha conseguido chegar onde eu estava: por sintonia espiritual e foco.

Mas ali não dava para dar atenção a ela. Eu sabia que precisava ficar focado na reunião, pois iria rolar algo em breve...

Estou deixando o nome da pessoa no anonimato aqui, porque ela é tímida. Mas, depois, eu contei a ela aqui “embaixo” (e ela não lembrava de nada, apenas que tinha sonhado comigo). E eu sempre conto quando vejo alguém conhecido projetado, porque isso anima a pessoa a continuar perseverando em seus estudos e práticas.

Focado na reunião em frente, não a vi mais. Voltando ao lance principal: fiquei ali, bem concentrado e sereno.

 

Um raio de amor

Então, fui chamado até perto da mesa. E, ali, com a mentora hindu me olhando fixamente, entrei em um estado alterado de consciência. O topo da minha cabeça se abriu e eu vi a abóboda acima do salão se abrindo para o espaço infinito... e todos os projetores que ali estavam, pararam para observar aquilo silenciosamente, alguns até mesmo surpresos e emocionados.

Foi aí que um raio de luz desceu sobre o meu coronário, e eu fui invadido por uma onda serena de Amor... Ou seja, havia uma consciência superior, sediada no plano mental, que estava patrocinando aquele encontro espiritual. E enquanto aquela luz suave descia, eu só via estrelas dentro da minha tela mental interna.

É claro que um projetor não passa por algo assim sem alguma repercussão emocional. Então, nas ondas daquele Amor, eu orei, quietinho, pois era a forma como eu tinha para aguentar tanto sentimento sereno descendo em mim.

E, aí, aquelas ondas se propagavam de onde eu estava para todos os outros projetores, interligando-nos na mesma sintonia espiritual. E, junto, desciam blocos de ideias superiores para todos nós. Aquela luz branca comunicava tudo junto, amor e sabedoria integrados. E eu entrei fundo naquela sintonia e me deixei levar pelo fluxo da energia... até que eu me senti numa expansão de consciência, fundido com as estrelas em mim mesmo. Eu e a luz branca nos tornamos um só!

Quando eu voltei ao meu estado normal, os projetores tinham sumido (ou seja, voltaram para o corpo). E só estavam ali os mentores reunidos na mesa, e me observando.

Eu olhei para a mentora hindu e soube que o lance ainda não tinha terminado...

Então, novamente a luz branca desceu em mim e, dessa vez, o conteúdo era pessoal e se referia a trabalho de esclarecimento e assistência espiritual que realizo nessa presente vida. São coisas que eu não posso dizer aqui, mas a principal delas, que aquela consciência superior projetou em minha mente, dizia assim:

“Sua vida não é sua! Continue trabalhando e falando de imortalidade da consciência. Essa é a jornada que o Alto determinou para você. Nada é seu. E tudo o que você fizer, que seja sempre sob a égide do Alto.”

E foi aí que eu não aguentei: as lágrimas desceram espontaneamente, quietinhas e suaves, lavando-me por inteiro. E eu me senti agraciado e admirado, por tudo. E, nesse sentimento, houve um clarão dentro da minha testa, seguido daquela sensação de ser puxado para baixo abruptamente... Instantes depois eu caí para dentro do meu corpo, com aquele clássico solavanco de repercussão projetiva.

Abri os olhos imediatamente, pois não queria esquecer de nada. Em seguida, levantei-me e sentei no sofá da sala, para ponderar sobre o lance todo. O Rama (meu cachorro) veio e sentou-se ao meu lado, encostando em mim. E ficamos eu e ele, ali, no silêncio da madrugada. É nessa horas que eu reverencio a sabedoria do Alto, que colocou esse parceirinho animal como âncora em minha vida.

Refleti em tudo, por horas. Finalmente, o sono bateu forte, e eu tinha que descansar, por causa do curso de projeção astral que rolaria no sábado.

Mais tarde, um pouco antes de sair para o curso, fiz um trabalhinho de energia básico (nunca saio para aulas e palestras sem antes me preparar adequadamente) e notei que ainda estava sob o impacto emocional do lance projetivo.

 

Presente espiritual

Pensei: “Caramba! Depois de uma lance desses, o que eu mais queria era ficar quieto aqui. Mas vamos firmes para o trabalho. Essas emoções vão ficar guardadas em meu coração e ninguém vai notar nada mesmo.

Só que, aí, eu tive outra surpresa: uma senhora mulata apareceu em frente e me saudou. Ela estava vestida de branco e era muito simpática. E colocou uma cesta de flores silvestres em meu colo, e me disse: “esse é um presente das entidades da Umbanda para você! Continue assim, respeitando a todos e servindo à Luz. Você sabe: sua vida não é sua!”

Ah, ela disse isso e sumiu na minha frente... e eu fique ali, novamente quedado espiritualmente, com os sentimentos aflorando e aquela gratidão. E eu nem pude prestar atenção em mais nada, pois já tinha dado a hora de sair.

Fui para o curso, que começou às 14h, e só saí do IPPB por volta das 21h30, pois a turma fez muitas perguntas (era uma turma iniciante e, naturalmente, ansiosa e com muitas dúvidas). Dali, o Paulo e a Elaine, que tinham ficado com o Rama no sábado,  me deram carona para casa. E eu estava exausto e faminto, louco por um banho.

Cheguei em casa, dei janta para o Rama, tomei banho e também jantei...

Após tantas horas falando no curso (além do inevitável desgaste energético inerente), eu levo algumas horas para o meu cérebro desacelerar. Então, preciso ver algo na TV (quando tem um jogo de futebol interessante, acho ótimo para isso) ou escutar música. Mas eu estava tão cansado, que tive de me deitar cedo, por volta das 23h.

Dormi até umas 2h da manhã, mas ainda sem me sentir recuperado da canseira. Levantei-me e fui para o sofá da sala meditar um pouco. Acabei dormindo ali mesmo, sentado, com o Rama novamente encostado em mim.

Despertei por volta das 4h da manhã, mas ainda cansado e com o cérebro acelerado. Então, lembrei-me de Krishna, e fiz uma prece para o Senhor de Olhos de Lótus. E, logo depois, tive a intuição de me deitar e usar um mantra que me foi passado recentemente.

Fui para cama e fiz o mantra dentro do meu chakra frontal. E, aí, deu um clarão suave e eu apaguei na hora... Só acordei de manhã, totalmente recuperado da exaustão anterior. E grato.

Esse mantra faz parte de uma série de anotações colhidas numa noite. Tratam-se de palavras em sânscrito e imagens que vieram aleatoriamente, e que eu ainda não tinha compreendido o significado. Depois desse mantra, tudo ficou claro para mim. E são coisas que desdobrarão outras coisas boas à frente...

Vamos ver o que posso selecionar disso para passar para vocês em alguma aula.

Em tempo: lá naquela mesa dos mentores, a palavra que poderia resumir tudo era uma só: “trabalho!”

Estou tendo o trabalho de fazer esse relato todo para compartilhar essas coisas boas que rolam, porque não é fácil segurar sozinho o rojão espiritual.

Ainda bem que o Rama está aqui (e é por isso que eu sou tão grato às pessoas que cuidam dele para mim).

Ah, “minha vida não é minha”, ainda bem!

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 143. 
Ao reproduzir o texto, deve citar o autor e a fonte.

 

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